segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Desarmando-me.


E se agora posso sorrir,
E não preciso esconder aquele olhar que me entrega
E posso falar meus sonhos,
E meus medos infantis.
E se agora quase planejo um futuro,
E penso em vivê-lo, não sozinha.
Pois quando deito, e fecho os olhos
Vejo-te comigo, e gosto do que vejo.
E se quando você me abraça
Tudo em volta parece sumir,
E me sinto tão completa
Que nem posso te falar, nem tento.
E se quando você me olha,
E não desvia um segundo,
Tenho em mim a certeza de estar bem
E penso em como ficarei quando te deixar.
E quando deixamos a razão de lado,
E sonhamos, sonhamos, sonhamos...
E ficamos bobos, sem palavras.
Só nos restam a pergunta e a resposta.
E mesmo que não aconteça, caso não aconteça.
Sempre que você me pedir, direi que aceito.
E sempre que eu voltar, então voltarei pra você.
É o que sinto agora, mesmo com medo do fim.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Se fossemos livres...

Se ouvissem o turbilhão dos pensamentos,
Se vivessem intensamente cada momento.
Se corressem descalço na rua, numa noite de chuva,
Se passassem a noite inteira uivando pra lua.
Se saíssem sem saber sequer onde chegar,
Se tentassem mesmo sem saber o que encontrar.
Se sofressem pedindo até pra não existir,
Se desejassem mesmo sem ter o que pedir.
Se chorassem feito criança desamparada,
Se levantassem mesmo com feridas não cicatrizadas.
Se usassem cada oportunidade de sorrir,
E sorrissem até esquecer do que pode ferir.
Se...
Se algum dia vivessem como animal livre, 
Jamais me pediriam para usar uma coleira.
Saberiam a sensação mais próxima de ser livre.
Livre pra sentir.
Sentir e fazer, 
Falar sem calar.
Errar e recomeçar.
Sorrir e chorar.
Odiar e amar.
Com ou sem medos, 
De mãos dadas ou sozinho.